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Frederico Westphalen - Catedral Santo Antônio

CATEDRAL DIOCESANA

PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO

        Datas mais importantes da história paroquial;

          Chegada do Padre Vitor Battistella, 13.03.1932

          Consagração e criação da Paróquia     08.01.1933

          Instalação da Paróquia               25 e 26.02.1933

         Inicio Catedral                                   18.09.1950

         Pedra Fundamental                       19.10.1952

          Consagração da Catedral                   31.01.1960

 Posse do 1º Bispo                          24.06.1962

 

O homem sozinho na vastidão das matas sente necessidade de que Deus o proteja e vele por ele. O migrante nascido e criado em ambiente eminentemente religioso, como são as famílias e paróquias das terras velhas, ao chegar buscou locais para manifestações de fé e assim manter os valores morais e espirituais.            A raça e a determinação dos primeiros colonizadores vindos de Bento Gonçalves, Garibaldi, Caxias do Sul, Silveira Martins, Santa Maria, Ijui e Estrela traçou o perfil de nosso desenvolvimento.

Rara a família que não tinha o habito da reza do terço em casa, mas que aos poucos eles foram desejando um local especial, pois a missa como aspiração principal exigia uma pequena igreja ou oratório.

          A maior alegria era poder assistir a Santa Missa, pois consideravam aquele como um dia de festa, mesmo que tivessem que fazer distantes caminhadas. O encontro com o sacerdote era ansiosamente aguardado, pois aproveitavam para uma boa confissão, comunhão, batizado, casamentos e uma conversa de amigo para amigo. A alegria de uma visita domiciliar para a benção era motivo de orgulho.

          Foi assim que nasceu a iniciativa de construir em 1920 um pequeno oratório no trecho ou picada que ligava Seberi ao Barril, ao lado da casa de Antônio Milani, entre o Posto Serrano e a Família Wirti.

         Consta que o Padre Manoel Gomes Gonzales, Vigário de Nonoai, no dia 15 de julho de 1920 celebrou missa.

          Na vila Barril a 2a celebração da Santa Missa foi pelo Padre Manoel Roda, Vigário de Palmeira das Missões, no dia 20 de Maio de 1921 na residência do pioneiro Natal Francescatto, onde hoje temos dois pontos comerciais, a Farmácia Bella Vita e Bambini 468.

Numa história tão magnífica e que levou mais de 9 anos para ser contada ou construída, tijolo por tijolo e bem antes, pedra sobre pedra não podemos esquecer de resgatar quem fez tão bela obra? O Padre Vitor registra em Painéis do Passado:       “Ao pensar na construção de uma ampla e moderna Igreja o Padre Vitor procurou um bom Engenheiro e um mestre de obras.

          Ao acertar com o Engenheiro Tecciano Bettanin, a segunda necessidade era encontrar um Chefe de Obras com capacidade de manter um ritmo razoavelmente bom. Por indicação do Tecciano, o Padre Vitor começou a procura-lo em pequenas vilas ou cidades da serra.

            Num determinado dia, encontrou Otavio Guidini em Araçá, trabalhando para Bettanin, iniciando a negociação. Dias depois mudou com armas e bagagens para Frederico Westphalen continuando ás ordens do Bettanin, como contra mestre.

            Não poderia ter sido mais acertada a escolha. Embora novato na profissão, Otávio revelou-se sempre inteligente e perspicaz na interpretação do pensamento do mestre, ativo e trabalhador, vigilante para com os operários, exigente quanto ao horário e prestação de serviços, honesto e econômico, cuidando da obra como coisa sua, exato na confecção das folhas de pagamento, certo no manejo das contas e dos dinheiros”.

            Homem de total confiança do sacerdote, dando tranqüilidade necessária pela sua conduta e seriedade.

  Tecciano Bettanin e Otavio Guidini permanecerão como duas figuras centrais desta magnífica obra arquitetônica.

            Trabalharam com o Otavio Guidini e sob sua orientação, Hilário Bardini, o hábil e infatigável construtor dos alicerces: Aristides Calza, Natálio dos Santos, Alcides Vitalli, Constante Kreschinski, João Rosa Vieira, Eduardo Cecchin, Vicente Deolindo, Antélio Cecchin, João Silva, Erminio Meneguzzo, Hilário Brescovici, Alexandre Wichnewski, Isidoro Lunardi, Arlindo Bischof, Eurico Beno, Erminio Bueno, Deoclides Santa Helena, Fioravante Bortoluzzi, João Alves, Carlos Cassol, Adílio Vitalli, Mario Locatelli, João Motta, João Vargas, Gomercindo Machado, Avelino Nunes, Luiz Grassi, Jorge Soares, Selmo Junges, Maximiliano Lima, Fioravante Vieira, Adair Busatto, Adão Correa, Fermino Passionato, Pedro Costa e Franquelin de Quadros.

A Pedra Fundamental foi lançada aos 19.10.1952, com a conclusão dos alicerces em fase adianta, sob a orientação de Hilario Bardini, que liderou ainda a extração das pedras, depois transportadas pelos carreteiros, Ernesto Baggio, Camilo Azevedo, Pompilio Rodrigues, Aleixo Szatcoski, João e Tadeu Szatcoski e outros. O carroceiro Ernesto Baggio com parelhas de mulas, enquanto que os outros com juntas de bois faziam o transporte das pedras de alicerces.

Por outro lado Fioravante Bortoluzzi com uma parelha de mulas transportava os tijolos.

        A inauguração aconteceu aos 31 de janeiro de 1960, com a consagração da Igreja Matriz.

        No dia 24 de junho de 1962 na posse do 1º bispo Dom João Hoffmann aconteceu a consagração como Catedral.

        A paróquia foi criada em 8 de janeiro de 1933 e não podemos esquecer de lembrar que o Padre Vitor chegou em 13 de março de 1932, assumindo como vigário cooperador de Palmeira das Missões, com sede em F.Westphalen.

        A criação da Diocese foi dia 22 de maio de 1961, pelo Papa João XXIII.

        Externamente a Igreja oferece o encanto de suas linhas delicadas com elegantes torres lançando-se esguias e leves para o Céu, como um suave convite para Deus.

        Internamente, reveste-se das formas tradicionais do estilo gótico, um pouco modernizado, colunas ágeis e esbeltos capitéis a lhe emprestarem realeza e majestade. A pintura interna contou com a capacidade profissional de EMILIO ZANON e seus auxiliares os Irmãos Bachi, todos de Guaporé.

        Os quadros pintados não tem a pureza e delicadeza das obras clássicas dos mestres europeus, nem mesmo do nosso aplaudido Aldo Locatelli. Mas, apresenta feição própria que agrada aos olhos do Povo e comove sua religiosidade. Não há quem não se encante diante do grande painel do Calvário, que surge aos olhos e concentra a atenção de quem visita a nossa Catedral. O painel foi doado pelos filhos de Verginio Cerutti, Alcides A.Cerutti, Ayres Marinho Cerutti, Frederico João Cerutti e Eda Cerutti.

        Os recursos vieram das festas de Santo Antonio, dos 400 Legionários da Matriz, Capelas, HDP, Campanha das Telhas, Relógio, Vitrais, torres, castiçais, pintura e outras festas e contribuições cujo montante atingiu Cr$24.887.254,00.

        A Catedral tem 53 metros de cumprimento, 33 metros de largura e as torres, com 56 metros de altura. Foram usados l.185.000 tijolos e o alicerce possui 1.300 pedras de 40x40.

A Paróquia de Frederico Westphalen enfrentou problemas originados por vendavais que danificaram as torres da Catedral e a reposição geraria altos custos.

          O primeiro vendaval ocorreu no dia 27 de agosto de 1958, quando três pináculos foram derrubados ao chão e no dia 30 de novembro de 1961, um segundo vendaval derrubou mais dois pináculos, pesando cada um 2.094 quilos, abrindo sulcos na parte frontal da Igreja. Devemos lembrar que em agosto de 1958, os pináculos caíram sobre a parte direita da velha igreja.

  Os prejuízos foram de monta, gerando dificuldades para reposição das peças o Engenheiro Tecciano e sua equipe de trabalho, resolveram retirar os outros pináculos, deixando apenas uma pequena marca.

Hoje é o orgulho da cidade, que vê em suas torres lançando-se em direção ao Céu, sendo um suave convite a Deus, com linhas delicadas, abóboda sustentando Cristo Redentor.

        A construção do Salão Paroquial levou alguns anos para dotá-lo de toda a infraestrutura, garantindo aos trabalhadores um espaço adequado.

        Na festa de Santo Antonio de 1976, o Presidente da Comunidade Augusto Tagliapietra e os sacerdotes José e Darcisio Correa, pároco e coadjutor da Catedral após alguns meses de trabalho entregaram a comunidade um novo salão de festas.

Em janeiro de 1978 foi empossada a Diretoria da Igreja Catedral, formada pelos lideres da comunidade. Presidente Lindo A.Cerutti, Vice Presidente Augusto Tagliapietra, Secretários Olimpio G. Haubert e Nelson Mingotti. Tesoureiros Francisco Quatrin e Edelar Cerutti. Consultor Jurídico Jayme Jose Locatelli.

          Conselheiros; Santo Bisognin, Avelino Cerutti, Valdomiro Scapin, Antonio Trevisan, Jacomo Fontana, Rui Volkweis, Antonio Ruaro, Dionísio Binotto, Albano Conterno, Wilson Ferigollo, Getulio Damo, Américo Scapin e Hilário Brescovici.

Emilio Benvenutto Zanon, pintor da Catedral em 1958 voltou em 2007 efetuando uma pintura nova.

        Os sacerdotes que aqui passaram construíram uma bela e dignificante história e temos a obrigação de resgatar, valorizando a presença desses homens que atenderam o envio do Bispo e dedicaram parte de suas vidas a população católica da Vila Barril.

           O segundo Bispo Dom Bruno Maldaner tomou posse no dia 31 de julho de 1971, promovendo uma pastoral de conjunto, evangelizando com o envolvimento do leigo engajado.

          O terceiro Bispo Dom Zeno Hastenteufel, tomou posse em 15.03.2002 e em 03/ 2007 foi transferido como Bispo da Diocese de Novo Hamburgo.

        O quarto Bispo Dom Antônio Carlos Rossi Keller, tomou posse no dia 31 de agosto de 2008, com celebração da Missa de Ação de Graças, Igreja Catedral tomada de fiéis.

         A Igreja de Frederico Westphalen tem 56 anos de sua consagração, pelo Bispo de Santa Maria D. Vitor Luiz Sartori.

         

      Relação dos Sacerdotes que trabalharam e trabalham na Catedral;

1º 13.03.1932 a 13.03.1962. Padre Vitor Battistella.

        23.01.1944-24.03.1946, Padre Albino Buzatto

        23.03.1946-24.05.1950. Padre Orestes Trevisan.

                  24.05.1950-28.02.1956. Padre Luiz Sponchiado.

        01.03.1950-31.12.1960. Padre Albino Casarin.

        07.01.1961-31..12.1962.Padre José Jungubluth.

2º Pároco. 12.08.1961-16.01.1967. Padre Arlindo Rubert.

3º Pároco. 15.03.1967-31.12.1970. Padre e Dr. Alceu R. Ferrari.

4º Pároco. 31.01.1971-14.08.1971. Padre Augusto Dalcin.

5º Pároco. 15.08.1971-08.02.1975. Padre Antonio José Michels.

6º Pároco. 16.02.1975-31.12.1976. Padres José T. Correa e Tarciso Correa.

7º Pároco. 11.05.1977-08.12.1977. Frei Luiz Brancher. OFM.

8º Pároco. 01.01.1978-15.03.1987. Padre Amadeu Balestrin.

        De dezembro de 1977 até novembro de 1978, a paróquia foi atendida pelo Padre Arno Maldaner, na cidade e no interior pelo Padre Angelo A. Dal Piva, dividindo suas atividades como pároco de Derrubadas.

9º Párcoco. 29.03.1987-31.12.1999. Padre Arlindo Rubert.

        10º Pároco. 02.01.2000 até nossos dias Padre Leonir A. Fainello.

 

A paróquia de Santo Antônio através dos sacerdotes contou sempre com um grande contingente de movimentos apostólicos, atuando nas ações de evangelização, catequese, Preparação do Casamento, Fabriqueiros, festeiros etc. Os movimentos de leigos ao longo dos anos mais lembrados:

        Em 1967 MFC=Movimento Familiar Cristão.

        Em 1972 Treinamento de Liderança Juvenil (TLC)

        Em 1978, Movimento de Cursilho(MCC)

        Em 1984, Movimento de Schoenstatt

        Em 1989 ECC-Encontro de Casais com Cristo

        Em 1990 Curso de Liderança Juvenil-CLJ

        Em 1992 EC –Encontro com Cristo

        Em 1998, Carismático

        Em 2003, Emaus

        Apostolado da Oração

        Vicentinos

        Legião de Maria

Movimento Serra


Contato

Telefone: 55-3744-1918

E-mail: catedral@tcheturbo.com.br  

Endereço: Rua Monsenhor Victor Battistella,857

Quantidade de capelas

36 (Capelas e Oratórios)

 


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